INTRODUÇÃO

“O papel da vítima é a mais refinada forma de vingança”. Bert Hellinger

O presente assunto, tem o propósito de elucidar de forma breve o papel da vítima no mundo.
O vitimismo crônico não é uma patologia, mas pode transformar-se em um transtorno paranoico quando o indivíduo persisti em culpabilizar o outro pelos males que sofre. É uma maneira de enfrentar a vida, de “per si” – conduz a uma visão pessimista da realidade. Esse sintoma produz mal-estar tanto na vítima quanto a quem recebe o peso da culpa. Provavelmente, todos nós – já fomos vítimas dos vitimizados.

O papel principal da vítima é a “zona de conforto”, haja vista à fragilidade em que se prostra, assim, sempre estará em uma “zona de conforto“. Ou seja, a zona de conforto maior é ser vítima, porque, a vítima não tem obrigação de nada – não tem que fazer nada – é sempre a coitada. E isso dá o direito a ela de prostrar-se – na posição de um mártire.

Assim, também, facilita à vítima chamar atenção de ativismo: ela sempre dirá: “Ninguém sente dor maior que a minha”. “Ninguém tem a doença maior que a minha”. “Ninguém sofre tanto quanto eu”.

Quer queira, quer não, o papel de vítima é um papel extremamente confortável, porém, sem evolução nenhuma. A vítima é um indivíduo que não se move, não vai à luta por si mesma.
O lugar de vítima é o lugar que dá o direito a ela – de não fazer nada – não mudar nada. Contudo, o que mais incomoda no perfil da vítima – é mostrar que por ser coitada está sempre necessitando da ajuda dos outros.

O vitimismo, é uma ação que faz parte de seu estilo de vida. O indivíduo que sofre do vitimismo – tem um prazer oculto – um egoísmo egocêntrico – um desejo aterrorizador. Todavia, são indivíduos que não têm interesse algum em escutar o outro, mas ao dar-lhe a escuta, mostra que tem um problema muito maior que o seu. A pessoa que tem o vício do vitimismo, geralmente, se sente doente diante de tantos problemas, que, supostamente enfrenta – pela sua incapacidade de levar a vida de modo prático e independente. Tudo que acontece com a vítima – é muito pior do que o que acontece com o mundo – e isso a impossibilita de se posicionar na vida e ter que fazer algo para alguém, posto que – “Se eu sou vítima do mundo e dos outros: – “Eu não devo nada” – “Eu não preciso fazer nada”, logo, – “Não posso assumir minhas ações”.

Um indivíduo que é vítima, não é amigo, portanto, não é alguém com que você possa contar em momento algum, pois se você está passando por problemas – ela irá provar que os dela são muito maiores que os seus. São indivíduos que não têm empatia com o sofrimento alheio, porque não quer a responsabilidade de ajudar o outro.

A vítima só conta à derrota, sendo assim, não precisa se mexer e/ou nunca deve ser cobrada pelos seus atos. Esses indivíduos estarão sempre em uma posição confortável – muito embora não transcendam, não evoluam, afinal, estão sempre justificando o seu fracasso.

CONCLUSÃO

Infelizmente, àquele que está na posição de vítima é um sujeito encolhido. Não consegue projetar-se com ações benéficas no mundo.

Autora, Luzziane Soprani